Anatel determina requisitos para evitar interferências na faixa de 3,5 GHz

Para a mitigação de interferências, deve haver separação geográfica entre transmissores e receptores; aplicação de faixa de guarda e utilização de filtros.

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta semana os parâmetros e requisitos técnicos entre estações terrestres operando na faixa de 3.300 a 3.700 MHz e estações terrenas do serviço fixo por satélite na faixa de 3.700 a 4.200 MHz, com o objetivo de evitar interferências nos serviços.

Um dos requisitos, por exemplo, determina que para a operação das estações terrestres, a largura de faixa ocupada nos blocos de radiofrequências deve ser a menor possível, “de modo a reduzir a possibilidade de interferências nas faixas adjacentes”. 

Para a mitigação de problemas, deve haver separação geográfica entre os transmissores e os receptores dos sistemas envolvidos; aplicação de faixa de guarda; utilização de filtros no sistema de recepção; entre outras medidas.

A Anatel ainda permitiu que o Gaispi (Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz) adote soluções distintas das que foram previstas pela agência. Além disso, o grupo pode atribuir à EAF (Entidade Administradora de Faixa) as responsabilidades estabelecidas no ato.

As medidas são necessárias porque a ativação da rede 5G na faixa de 3,5 GHz causa interferência na transmissão dos satélites, que, até o momento, utilizam a banda C estendida (3.625 MHz – 3.700 MHz) e a banda C padrão (3.700 MHz – 4.200 MHz)