Teletime – Samule Possebon

Dentro de uma espécie de “transformação digital” da agência, a Anatel prepara para as próximas semanas a publicação do termo de referência que permitirá a contratação de uma plataforma de levantamento de dados das redes por meio de “crowdsourcing”, ou seja, o levantamento de informações sobre desempenho da infraestrutura a partir da experiência coletiva dos usuários. A agência pretende utilizar os dados gerados a partir do uso de aplicativos em smartphones para saber uma série de parâmetros em tempo real sobre a infraestrutura de telecom no país, como velocidade média, cobertura, faixas de frequência utilizadas, latência, tecnologia de acesso, tempo de uso das redes, períodos de maior demanda etc.

Existem algumas opções de aplicativos que desempenham esse tipo de função, a partir de códigos instalados em aplicativos populares e que coletam os dados de uso de forma anonimizada de milhões de usuários. Com isso, a agência espera ter acesso, em tempo real, ao status real da rede e da qualidade dos serviços prestados. Para Leonardo Euler, presidente da agência, isso abre outras possibilidade de atuação da Anatel e dará muito mais precisão nas informações disponíveis. “Temos hoje os dados obtidos via EAQ (Entidade Aferidora da Qualidade), conforme a regulamentação de qualidade de serviços, mas esse dado não é preciso”, reconhece o presidente, alegando também que existe uma demanda do Tribunal de Contas para que a agência tenha suas próprias informações (a EAQ é uma entidade independente contratada pelas teles, conforme a regulamentação).

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