BID apresenta primeiros resultados da parceria com a Anatel

O objetivo do programa C2DB é mapear as regiões sem banda larga no Brasil, que servirá para a elaboração de políticas públicas mais precisas.

211

Leer en español

Uma reunião entre a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) marcou o avanço da parceria para mapear regiões sem banda larga no Brasil.

Leonardo Euler de Morais, presidente da Anatel, e Morgan Doyle, representante do BID no Brasil, se encontraram nesta quarta-feira, 27, para conhecer os resultados do projeto Crowdsourcing for Digital Connectivity in Brazil (C2DB), anunciado em maio. O objetivo da iniciativa é criar a primeira plataforma digital de visualização da conectividade no território brasileiro.

“O produto deste trabalho servirá como insumo para a proposição de políticas públicas e estratégias regulatórias ainda mais eficientes, por exemplo, no que tange aos setores de saúde, educação e segurança pública”, disse Morais.

Doyle traduziu o projeto como uma “lupa”, para permitir investimentos precisos, granulares e que alavancam a atuação do setor privado.

A equipe do BID fez uma demonstração preliminar da ferramenta e apresentou o resultado de um exercício: para cobrir 98,2% da população até 2026, seria necessário investir US$ 9,5 bilhões, sendo 60% no acesso e 40% no transporte.

Isso permitiria cobrir 16 milhões de pessoas que não possuem nenhum tipo de banda larga, e conectar com fibra óptica 3.771 unidades de saúde e 21.230 escolas públicas, além de elevar o PIB em 2,4%.

Programa C2DB

O projeto vai identificar as regiões brasileiras não atendidas por banda larga fixa e móvel, com granularidade de 30 x 30 metros até 600 x 1.200 metros. Para isso, serão utilizados instrumentos de análise de dados e metodologias que combinam variáveis socioeconômicas, dados de crowdsourcing e critérios técnicos para identificar áreas de demanda não atendida, agrupá-las e, por fim, estimar o custo para conectá-las. 

A aposta é que as informações precisas permitirão o desenho de políticas públicas de acesso à internet e a ampliação da infraestrutura de conectividade de forma mais eficiente. Além disso, espera-se criar um ambiente mais propício para investidores interessados em atender a demanda não atendida.