Brasil | Anatel estuda se redes neutras devem ser reguladas no PGMC

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Tele.síntese – Miriam Aquino

O surgimento das redes neutras no Brasil pode ter um comportamento diferente ao dos mercados mais maduros, onde esse movimento está bem fortalecido. Isso porque, aqui no Brasil, a existência de um grande número de operadores regionais de banda larga fixa, pequenas empresas, que atuam de maneira localizada e com suas redes verticalizadas, deverá, na avaliação de consultores e do próprio regulador, gerar dinâmicas diferenciadas de mercado.

Para Abrãao Balbino, superintendente de Competição da Anatel, ainda não é possível dizer se o segmento de redes neutras  deverá ou não ser um mercado alvo para a regulação pelo Plano Geral de Metas de Competição (PGMC). “Ainda precisamos avaliar o que vai acontecer, com os novos arranjos a surgir, na ingresso dos fundos de infraestrutura e o 5G. A cadeia de valor deve mudar, com agentes que vão atuar mais em infraestrutura e serviços mais inovadores e serviços móveis, por conta do 5G”, afirma. Para ele, no entanto, se houver necessidade de ação regulatória, deve ser na direção de sua simplificação, para permitir que o negócio aconteça. “Mas está claro que as redes neutras podem operar”, assegura.

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