Brasil aprova fundos de criptomoedas Ethereum e Bitcoin

O primeiro fundo de investimentos de criptomoedas foi lançado em abril deste ano. Agora, já são cinco ETFs na bolsa brasileira.

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou, na semana passada, o segundo ETF (fundos negociados em bolsa, na sigla em inglês) da criptomoeda Ethereum da bolsa brasileira (B3), o QETH11, gerido pela QR Asset Management. 

Segundo a gestora, o ETF seguirá “o mesmo índice de Ethereum utilizado pelo CME Group, o CME CF Ether Reference Rate”. Ainda não há data de lançamento na B3.

O primeiro fundo da moeda, da Hashdex, foi aprovado pela CVM no dia 8 de julho. A empresa pretende disponibilizar o ETF para negociação na B3 em agosto.

No final de junho, a QR também anunciou o lançamento do QBTC11, primeiro fundo 100% Bitcoin da América Latina.

Outros ETFs

Esse mercado ainda é iniciante no Brasil. O primeiro fundo de criptomoedas na B3 – HASH11 – foi lançado em abril deste ano, por meio da gestora Hashdex. O ETF replica o Nasdaq Crypto Index (NCI), que reflete o desempenho de oito criptomoedas: Bitcoin, Ethereum, Stellar, Litecoin, Bitcoin Cash, Chainlink, Uniswap e Filecoin.

No começo deste mês, a Hashdex também anunciou um ETF verde de Bitcoin, o BITH11, que está em período de reserva. De acordo com a gestora, o objetivo é reduzir a pegada de carbono.

“A iniciativa conta com o apoio de outra empresa, a alemã Crypto Carbon Ratings Institute (CCRI)”, informou no Twitter. A CCRI fará cálculos e estimativas do consumo de energia e da emissão de carbono relacionados ao processo de mineração de todos os bitcoins adquiridos pelo fundo Hashdex Nasdaq Bitcoin ETF. 

“Com base nesses cálculos, o ETF buscará neutralizar sua pegada de carbono investindo em projetos de preservação ambiental”, explicou a Hashdex.