Brasil assina acordo com a Coreia para desenvolver semicondutores

Em meio à crise global, o ministro Fábio Faria assinou uma parceria para o desenvolvimento de chips com a ministra sul-coreana, Kim Hye Sook.

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O ministro das Comunicações, Fábio Faria, assinou um acordo de cooperação com Lim Hye Sook, ministra da Ciência, Tecnologia da Informação e Comunicação da Coreia do Sul, nesta semana.

“A ministra Lim Hye Sook e eu apostamos na transformação digital para a recuperação das economias. Assinamos acordo para cooperar no desenvolvimento de novas tecnologias, em especial nos estratégicos semicondutores (chips)”, escreveu Faria em uma publicação no Twitter.

Ainda não há mais detalhes sobre a colaboração entre os dois países.

O ministro está na Coreia desde o início da semana, onde já visitou as fábricas da Hana Micron e da Samsung. Segundo Faria, as conversas foram sobre a crise de semicondutores no mundo e o crescimento dos negócios no Brasil.

“A Hana Micron já tem participação no Brasil e quer expandir sua participação em IoT”, afirmou em um vídeo. “Por isso tivemos uma reunião, para saber como podemos trabalhar juntos para o Brasil, que está na expectativa da implementação do 5G.”

Ele também comentou que a empresa passou um panorama global da carência de chips: “há reorientação do consumo de computadores e TVs para carros e equipamentos de IoT”.

Na Samsung, a reunião foi sobre os investimentos da companhia no Brasil. “Eles têm os equipamentos mais avançados do 5G, exatamente nas faixas de frequência que a gente vai fazer o leilão no Brasil”, disse o ministro.

Ele também ressaltou o protagonismo da Samsung na produção de semicondutores: “Em Pyeongtaek, [a Samsung] construiu a maior fábrica de chips do mundo, em faturamento e tamanho.”

Semicondutores

O mundo vive uma crise no fornecimento de chips desde o ano passado, devido ao conflito geopolítico entre os Estados Unidos e a China, as medidas de confinamento para conter a Covid-19 e uma maior demanda por dispositivos nas casas.

No Brasil, 58% das empresas tiveram dificuldades de comprar semicondutores em julho de 2021, segundo a última pesquisa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Esse é um dos principais entraves citados pelas empresas do setor nos últimos seis meses.