Brasil | Digitalização das lavouras terá salto em termos de precisão

Tecnologia 5G vai tornar ainda mais ágeis e eficientes as operações de monitoramento e gestão agrícola.

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Valor – Carlos Raíces

Quando o CEO da Usina São Martinho, Flávio Ventureli, fala em “o céu é o limite” ao se referir à agricultura 4.0, longe de usar um chavão, está olhando os ganhos que a empresa já obteve e que, segundo ele aposta, vão crescer com a chegada da tecnologia 5G. A tecnologia 5G vai tornar ainda mais ágeis e eficientes as operações de monitoramento e gestão agrícola, colocando em tempo real as informações captadas por sensores, máquinas e drones, otimizando aplicações de bioquímicos e auxiliando até no combate a incêndios e segurança dos trabalhadores.

A empresa havia avançado ao investir R$ 70 milhões em Centros de Operações Agrícolas (COA), que utilizam a tecnologia 4G para controlar máquinas e operações, o que ajudou a ampliar a produtividade das usinas.

Um exemplo pode ser visto no volume de cana colhida. Com sensores ligados às redes que indicam a melhor velocidade, rotação e ponto de maturação, uma máquina na São Martinho tem colhido 1.200 toneladas por dia, ante uma média 550 toneladas na região Centro-Sul. Os primeiros “testes de perfeição”, projetando a tecnologia 5G, já apontam para a possibilidade de colher 4.400 toneladas por dia, o que dará ganho industrial, redução de manutenção de máquinas e economia de combustível com informação em tempo real, sem latência. Hoje, com 4G, a companhia já economiza 10% do combustível. “Sem contar a redução de gás de efeito estufa emitido”, completa Walter Maccheroni Jr, diretor de inovação da usina.

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