Brasil encerra missão 5G nos Estados Unidos com “novas perspectivas”

Para o ministro das Comunicações, Fábio Faria, a viagem tirou as dúvidas das autoridades brasileiras.

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O último dia da Missão 5G nos Estados Unidos, liderada pelo Ministério das Comunicações do Brasil, foi marcado por reuniões com possíveis investidores para o setor de telecomunicações na cidade de Nova Iorque. Para o ministro Fábio Faria, os encontros serviram para tirar dúvidas das autoridades brasileiras.

Em uma publicação no Twitter, Faria compartilhou o momento do encontro com diretores da Ericsson, que tem implementações de rede segura no governo estadunidense.

Segundo a companhia, “tem sido um privilégio protagonizar discussões relevantes sobre o 5G, partindo da experiência que acumulamos como empresa líder no setor e pioneira na implementação do 5G nos 5 continentes, para apoiar uma evolução simples, segura e custo efetiva à nova tecnologia.”

A comitiva também se reuniu com representantes da AT&T e da WarnerMedia, em que acompanharam uma apresentação sobre o modelo OpenRAN. Além disso, o grupo conheceu a FirstNet, que faz a “rede privativa do governo americano, voltada para serviços de segurança e emergência”.

“Tenho certeza de que tanto o Tribunal de Contas da União, como o Senado e vários Ministérios aqui representados, saíram daqui com novas perspectivas sobre as possibilidades para implementar [o 5G] no Brasil”, disse o ministro em vídeo.

O grupo aterrissou nos Estados Unidos no início da semana para uma série de encontros com autoridades estadunidenses e com empresários do setor de telecomunicações. Na missão, a equipe conheceu aplicações de rede privada e debateu o modelo OpenRAN.

Avanços do primeiro ano

A viagem marca um ano da recriação do Ministério das Comunicações no Brasil. Nesta semana, Faria fez um balanço dos avanços desde junho de 2020, quando assumiu a pasta.

“O leilão do 5G, naquele momento, estava algo muito distante de nós e a gente montou logo um grupo de trabalho; uma força tarefa para discutir esse assunto”, recordou o ministro durante coletiva de imprensa.

Ele ainda comentou sobre a missão a países da Europa e da Ásia, em fevereiro, para conhecer as tecnologias adequadas ao novo padrão. “Conseguimos ter a noção do que é o 5G, o standalone, o non-standalone e de como vai funcionar no agronegócio, na educação, na telemedicina, na saúde e na Internet das Coisas”, completou.

A implementação do 5G no Brasil é a aposta do ministério para eliminar o deserto digital, que atinge cerca de 40 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Além disso, acredita-se que o leilão da tecnologia vai impulsionar o desenvolvimento econômico do Brasil.