Brasil | Highline vai com fôlego para o leilão do 5G e avalia a licença nacional

Paulo Cézar Martins, diretor de Relações Institucionais e Novos Mercados da Highline Brasil, afirma que a empresa se diferencia das demais redes neutras que estão sendo criadas porque é a única que não precisa de âncoras e a única voltada exclusivamente para a telefonia móvel. E considera o leilão oportunidade ímpar.

174

Tele.síntese – Miriam Aquino

A Highline vai com fôlego para o leilão do 5G da Anatel. Embora tenha recebido uma ducha de água fria com a recusa da agência ao seu pleito, para que as obrigações de cobertura  da quarta licença de 3,5 GHz pudessem ser iniciadas em cidades do interior do país, a empresa  não descartou a aquisição dessa licença no leilão que acontecerá no dia 4 de novembro. Mas se acabar optando por disputar as duas frequências regionais permitidas pelo edital, seus planos para se tornar a primeira rede neutra nacional exclusivamente móvel não se alteram.” Nós seremos realmente uma rede neutra móvel nacional e que buscará atender a todos os perfis de operadores – grandes e pequenos”, afirma Paulo Cézar Martins, diretor de Relações Institucionais e Novos Mercados da Highline Brasil.

Para consolidar essa estratégia, explica Martins, mesmo que a empresa acabe não comprando a licença nacional – decisão que será tomada às vésperas da entrega da proposta, em 27 de agosto – está em franca negociação com outros grupos interessados nas licenças regionais. “Mesmo os ISPS que realizaram as IPOS (ofertas públicas de ações) sabem que a telefonia móvel demanda volumosos investimentos, e que não há dinheiro para se fazer tudo”, assinala o executivo. E aí, observa, consolida-se o modelo de negócios da Highline, que tem como controlador o Digital Bridge, fundo especializado em infraestrutura digital, com mais de US$ 30 bilhões em ativos sob sua gestão e mais de 440 mil sites em todo o globo.

Mais informações: https://www.telesintese.com.br/highline-vai-com-folego-para-o-leilao-do-5g-e-avalia-a-licenca-nacional/