Brasil mapeia melhores práticas de 12 países para o ecossistema 5G

O primeiro resultado do trabalho foi um benchmarking sobre as atuações dos países mais desenvolvidos no 5G.

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Uma parceria entre o Ministério da Economia, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e a consultoria Deloitte para mapear o ecossistema de inovação em 5G no Brasil rendeu o primeiro fruto: um benchmarking internacional para avaliar as melhores práticas adotadas nos países referências em 5G e inovação.

O Relatório 5G Brasil – Benchmarking Internacional selecionou 12 países para se aprofundar em relação ao ecossistema do 5G: China, Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos, Israel, Colômbia, Suécia, Rússia, Índia, Alemanha, Reino Unido e Irlanda. Um dos objetivos é recomendar uma política pública para implementar no Brasil em 2022.

As três nações líderes na quinta geração da rede móvel – Coreia do Sul, Japão e China – possuem a forte presença do governo como ponto em comum. “Seja com investimentos diretos; gestão de recursos; coordenação do desenvolvimento de tecnologia, unindo entidades privadas e universidades; incentivos fiscais; ou com a criação de políticas que facilitem o trabalho daqueles que atuam no setor”, diz o documento. 

O restante dos países apresenta situações diversas. Os Estados Unidos, por exemplo, não participam do incentivo direto ao desenvolvimento da tecnologia, mas a administração atua para proteger o mercado de influência chinesa e coordenar ações globais, como o Open RAN, para reduzir a dependência de atores específicos.

O Reino Unido se caracteriza pela grande participação das universidades no desenvolvimento de tecnologia e aplicações, e a Alemanha foi o país que mais investiu e incentivou redes privadas de 5G.

Conclusões

O relatório aponta que para as nações que não estão na liderança tecnológica, mas que possuem condições econômicas avançadas, existem diversas maneiras de acelerar o desenvolvimento da tecnologia, seja por meio do apoio a startups e a fundos de investimento, seja por meio de centros de desenvolvimento que reúnem universidades e empresas privadas.

Para os países que não são capazes de fazer grandes investimentos, “é necessário ao menos que se criem estratégias de curto, médio e longo prazos bem definidas para coordenar e incentivar o setor privado a trabalhar em uma direção clara e coerente.”

Ainda não se sabe qual é a melhor estratégia do Brasil, esse é um dos objetivos do programa. 

Ao Teletime, Jackline Conca, subsecretária de Inovação e Transformação Digital do Ministério da Economia, informou que o projeto será finalizado no início de 2022 com a recomendação de uma política pública.