O ministro das Comunicações do Brasil, Fabio Faria, deu início ao processo de diálogo com os principais fabricantes de equipamentos para tecnologia 5G, mas sem a Huawei.

O Brasil ainda está em processo de decisão sobre a oferta de soluções para a tecnologia. No dia 5 de agosto, o ministro conversou com representantes da Ericsson e da Nokia, mas ainda não sabe se ouvirá representantes da gigante chinesa.

“É importante entender todos os aspectos dessa nova tecnologia para que possamos levar ao Presidente da República informações para a tomada de decisões sobre os fornecedores de equipamentos 5G no Brasil”, disse o ministro.

O leilão de frequências a serem utilizadas para 5G está previsto para ocorrer em maio ou junho do próximo ano.

Nos encontros, a Ericsson e a Nokia, dois dos maiores fabricantes de equipamentos de infraestrutura de telecomunicações do mundo, apresentaram as empresas e os principais desafios para a implantação de novas tecnologias no país. A Ericsson disse ter mais de 50 por cento do mercado 4G no Brasil, além de 100 por cento de participação em São Paulo.

Faria realizou videoconferência com o Presidente e Vice-Presidente da Ericsson, Eduardo Ricotta e Georgia Sbranna, e também recebeu, em reunião à parte, ao CEO da Nokia Networks, Luiz Tonisi, juntamente com o Diretor Técnico, Wilson Cardoso, e o Presidente do Conselho de Administração da Nokia Brasil, Aluísio Byrro.

Huawei

O ministro reafirmou que está aberto ao diálogo, tendo a função de receber todas as empresas interessadas e fazer a avaliação técnica. Porém, a grande ausência no início desses debates promovidos pelo Minicom ainda é a Huawei, uma das maiores empresas do mercado.

O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, declarou que não vai temer “consequências” se o país permite a participação do fornecedor chinês na implementação de 5G. A manifestação de Mourão se deu pela ameaça de retaliação dos Estados Unidos se a operadora chinesa permanecesse nas redes de telecomunicações brasileiras.

Anteriormente, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, falou sobre a possibilidade de financiar a aquisição de equipamentos da Ericsson e da Nokia para infraestrutura de rede 5G no Brasil, argumentando que é uma questão de “segurança nacional” para Washington e tem como objetivo “proteger os dados e a propriedade intelectual, bem como as informações confidenciais das nações”.

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