Brasil | Ministro Fábio Faria afirma que o 5G integrará setores da economia

Ministro da Comunicações participou da reunião de Conselhos da Fiesp na sexta (10) e reiterou que a nova tecnologia irá propiciar mais sustentabilidade e eficiência energética ao país.

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Ayrton Vignola/Fiesp

Ascom – Ministério das Comunicações

Para além da infraestrutura, a tecnologia 5G trará um salto de qualidade em vários setores da economia e irá estimular o nascimento de uma série de serviços provenientes dela. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, reiterou esses argumentos em apresentação feita aos conselhos superiores de Infraestrutura (Coinfra) e do Agronegócio (Cosag), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta sexta (10). Faria participou por videoconferência da reunião conjunta dos conselhos.

Ao tratar sobre as perspectivas traçadas pelo Ministério das Comunicações (MCom) em relação ao leilão do 5G, previsto para outubro, o ministro destacou as vantagens da adoção da nova tecnologia e o caráter não arrecadatório em torno das negociações. “Obviamente ele trará receitas, mas seu maior benefício será a melhora da conectividade, economia para os negócios existentes e possibilidade de criar novos negócios, além de propiciar mais sustentabilidade e eficiência energética”, delineou.

Faria projeta que o 5G irá beneficiar e integrar todos os segmentos da economia, incluindo as indústrias. “Haverá convergência de informações, mais conectividade, criação de novas ocupações de trabalho e muitas oportunidades. Isso demandará mais capacitação de pessoas e investimentos, que certamente chegarão no primeiro dia após a realização do leilão”, disse.

Agronegócio – Segundo o diretor de Inovação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cléber Oliveira Soares, a conectividade no campo é hoje tão importante quanto foi a energia elétrica na década de 1970. “No agronegócio brasileiro apenas 23% do espaço agrícola tem conectividade. Nosso desafio é elevar esse nível e dobrar a conectividade em até dois anos, em primeira fase, e algo entre 80 e 90% em quatro anos, o que demandaria a instalação de aproximadamente 20 mil antenas”, calculou Soares. O impacto previsto na economia é de R$ 150 bilhões.