Brasil | Mulheres são só 26% em profissões tecnológicas

País segue padrão e tem sub-representação feminina no mercado de trabalho de áreas técnicas.

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Valor – Anaïs Fernandes

Enquanto as mulheres representam quase metade (45%) do total de trabalhadores formais no Brasil, no mercado de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, na sigla em inglês), elas não chegam a um terço (26%). É o que revela um levantamento financiado pelo International Development Research Centre (IDRC), com coordenação de Cecilia Machado, da Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE), co-coordenação de Laísa Rachter, do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), e participação dos pesquisadores Mariana Stussi (UFRJ) e Fabio Schenider (FGV EPGE).

A sub-representação feminina no universo STEM não é exclusividade do Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, as mulheres são 47% do total de trabalhadores, mas apenas 24% nos empregos STEM. Os números brasileiros impressionam, no entanto, porque os postos STEM no país já estão muito aquém do padrão mundial e avançaram pouco nas duas últimas décadas.

Em 2003, trabalhadores STEM representavam 2,1% dos empregados formais no Brasil, número que passou para 2,6% em 2015, mas, em 2019 (último dado disponível da Rais), ainda encontrava-se em 2,8%, somando cerca de 1,2 milhão de pessoas. Como comparação, nos EUA, em 2015, eles já eram 5,7% dos trabalhadores, um contingente de 8,6 milhões de empregados.

Mais informações: https://valor.globo.com/brasil/noticia/2021/09/10/mulheres-sao-so-26-em-profissoes-tecnologicas.ghtml