Brasil | Oi Móvel exige zelo, mas também premência, diz presidente da Anatel

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Convergência Digital – Ana Paula Lobo e Luís Osvaldo Grossmann

Prestes a deixar a agência, depois de cinco anos de mandato no Conselho Diretor, os últimos três no comando da Anatel, Leonardo Euler de Morais atuou em marcos significativos do setor, como a revisão do marco legal (Lei 13.879/19), a assinatura do primeiro TAC, as mudanças no Fust e na taxação de IoT e VSats, a reinterpretação do Seac. Desde que chegou ao colegiado, porém, o assunto mais complexo que encontrou foi o ocaso da Oi. 

“A abertura de processo de caducidade da Oi, que relatei em 2017, foi o processo mais complexo que jamais relatei, que alguns pediam intervenção. Havia muita pressão em função do que representava a capilaridade de rede que tem a Oi para a própria integralidade e integridade do sistema brasileiro de telecomunicações”, revelou Morais em entrevista ao Convergência Digital nesta sexta, 29/10. 

“Foi uma época em que ouvi muitas sugestões de intervenção, de dentro e de fora da agência. Mas nunca deixei de acreditar em uma solução de mercado, o que sobreveio. O próprio êxito desse processo de recuperação judicial da Oi representará um marco importante”, destacou o presidente da Anatel. E ainda que não esteja no Conselho Diretor na hora em que o fatiamento da operadora entre Vivo, Claro e TIM chegar ao colegiado, Morais acredita que uma decisão precisa sair sem demora. 

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