Brasil | Para evitar interferências, Anatel autoriza Oi e TIM a utilizar faixas alternativas

A concessão vale para cidades de fronteira no sul do Brasil

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O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) do Brasil atendeu a Oi e a TIM e permitiu que as operadoras utilizem outras faixas de frequências nas regiões de fronteira dos municípios de Uruguaiana (RS) e Foz do Iguaçu (PR).

As solicitações foram feitas devido às interferências prejudiciais na divisa com a Argentina e o Paraguai. Com a decisão, os consumidores das duas cidades terão acesso a tecnologia igual ou superior à originalmente prevista.

A Oi e a TIM devem cumprir compromissos relativos ao edital do 3G e ao edital de sobras da banda H em Uruguaiana e em Foz do Iguaçu. A TIM poderá cobrir pelo menos 20% da área urbana do Distrito Sede de Uruguaiana com uma subfaixa diferente da que lhe foi atribuída no Edital de Licitação nº 002/2007/SPV-Anatel. 

A Oi poderá usar outra subfaixa distinta da que foi estabelecida pelo Edital de Licitação Nº 001/2011/PVCP/SPV-Anatel para cobrir pelo menos 80% da área urbana do Distrito Sede de Foz do Iguaçu.

Longa história

As interferências prejudiciais causadas pela incompatibilidade entre arranjos de radiofrequências utilizadas pelo Brasil e países vizinhos são registradas desde 2009.

Segundo a Anatel, as interferências do tipo crossband ocorrem quando um país tem enlaces de descida (downlink) na mesma faixa em que o país vizinho tem o enlace de subida (uplink). Isso pode levar à perda da recepção na estação radiobase.

A agência afirma que não é possível evitar as interferências prejudiciais nas faixas de 1850 a 1880 MHz e 1930 a 1980 MHz se houver enlaces de subida e descida sobrepostos.

Após reuniões entre reguladores e as operadoras das nações envolvidas, a solução foi de repartição de frequências entre os países, como recomenda a União Internacional de Telecomunicações. Por isso, há menos faixas de radiofrequência disponíveis para as prestadoras brasileiras nas regiões de fronteira.

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