Brasil | Para Idec, modelo 5G brasileiro pode ser caro e dificultar acesso para consumidores

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Teletime – Marcos Urupá

Na avaliação de Diogo Moyses, coordenador de políticas de telecomunicações do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o modelo de 5G que está sendo discutido pode ampliar o fosso que separa os que tem acesso à Internet dos que não têm. Isso porque, na opinião do coordenador, a tecnologia em si poderia trazer preços altos.

O representante do Idec destacou que a obrigação de implementar redes com o Release 16, por exemplo, não pode ser um elemento que venha a tornar a tecnologia cara na ponta. Isto porque o padrão do 5G standalone exige um core de rede totalmente novo, virtualizado, enquanto releases anteriores do 3GPP previam implantações não standalone, no qual era possível usar core de rede 4G, já amplamente implantados.

Moyses participou nesta terça-feira, 11, da audiência pública realizada pelo Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados que acompanha a implementação da tecnologia. “O 5G, no modelo que está sendo discutido, pode trazer preços proibitivos a dispositivos; preços mais altos para acessar serviços; redes localizadas somente em pontos de alta renda e aumento das desigualdades digitais já existentes no Brasil”, apontou ele no evento.

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