Brasil | Seguradoras ficam mais restritivas com risco ‘ciber’

Coberturas de companhias têm sido recusadas por vulnerabilidades.

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Valor – Sérgio Tauhata

Alarmadas com a escalada de ataques cibernéticos, as companhias de seguros brasileiras têm ficado bem mais exigentes para a chamada subscrição de risco cibernético, ou seja, se decidem aceitar ou não o risco coberto por uma apólice. “No ano passado estava bem mais fácil vender o seguro ‘ciber’ e a régua estava bem mais baixa”, diz Marta Schuh, diretora de risco cibernético da Marsh.

De acordo com a corretora Lockton, que administra 50 apólices ciber de grandes e médias empresas no país, atualmente, de cada dez pedidos de cobertura, três têm sido recusados pelas seguradoras. No ano passado, essa relação era de um para dez.

Conforme Mauricio Bandeira, superintendente de linhas financeiras e responsabilidade civil da Lockton, “o começo da pandemia impulsionou outra pandemia, a de ataques cibernéticos”. O especialista explica que, como o mercado ainda é muito novo no Brasil, “os colchões [de proteção] das seguradoras ainda são finos, ou seja, não têm tanta reserva e, além disso, a sinistralidade [relação entre os prêmios ganhos e os sinistros] subiu no ano passado para próximo de 80%”.

Mais informações: https://valor.globo.com/financas/noticia/2021/09/20/seguradoras-ficam-mais-restritivas-com-risco-ciber.ghtml