Brasil | Startups da agricultura lançam táticas para torná-la mais sexy às novas gerações

“A agricultura não precisa continuar a ser executada como há 2 mil anos”, diz CEO da Yes We Grow.

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Foto: Reprodução/Pink Farms

Valor – Daniel Salles

No lugar do sol na cabeça do raiar ao fim do dia, uma constante iluminação psicodélica. Em vez do calor inclemente de uma tarde de verão, ou do frio atípico que São Paulo ocasionalmente enfrenta, agradáveis e constantes 23°C – e faça chuva, faça sol, que ficam do lado de fora. Diferentemente da maioria dos horticultores, os responsáveis pelas hortaliças da Pink Farms também não podem reclamar de dor nas costas, pois as mudas da companhia ficam enfileiradas em prateleiras e um elevador portátil que dá acesso a todas elas com conforto.

A localização é outro diferencial e tanto: em 15 minutos de carro, os funcionários da empresa, localizada na Vila Leopoldina, na capital paulista, chegam a alguns dos bairros mais badalados da cidade, como Perdizes e Vila Madalena. “O estilo de vida que nosso modelo de negócio permite é extremamente diferente do que é imposto pela horticultura tradicional”, diz Mateus Delalibera, de 33 anos, o CTO da startup, em atividade desde 2017.

É também um dos três fundadores. Os outros dois são Rafael Delalibera, o CFO, seu irmão gêmeo, e Geraldo Maia, de 30 anos, que exerce o cargo de CEO. O trio de engenheiros resolveu tentar a sorte na agricultura após constatar que o setor também pode ser sinônimo de tecnologia. “É a mesma razão que tem levado muitos jovens a se interessar pelo ramo. E eles não precisam mais levar, necessariamente, uma vida no campo”, completa o CTO.

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