Brasil | Tecnologia social busca elevar o IDH em cidades do NE

IPTI quer transformar a pequena Santa Luzia do Itanhy numa referência internacional.

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Valor – Marília de Camargo Cesar

Raiana Silva Santos, 17 anos, segundo ano do ensino médio, desenvolveu, do zero, uma empresa de marketing para promover pequenos comércios de sua cidade nas redes sociais; Marcos Paulo Cardoso, 16 anos, com a mesma escolaridade, teve seu primeiro romance, “A Bruxa Assassina”, publicado este ano, e agora está criando dois aplicativos de monitoramento de indicadores epidemiológicos para a secretaria de saúde de seu município; Renata Celestino, 20 anos, ensino médio concluído, ajuda a recrutar talentos, jovens como ela, com raciocínio lógico aguçado, para empreender no setor de TI.

Seriam histórias comuns de alunos formados em aulas de empreendedorismo de escolas caras das grandes capitais brasileiras. Esses jovens, porém, nasceram em Santa Luzia do Itanhy, interior de Sergipe, município com 13 mil habitantes, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) sofrível, onde 52% da população depende do Bolsa Família ou da pesca de aratus, pequenos caranguejos que habitam os manguezais. “Eles pescam o dia todo, tiram a carne do crustáceo e vendem. Trabalham dois, três dias para ganhar R$ 30”, afirma Saulo Barretto, sergipano de Aracaju que resolveu dedicar seus talentos matemáticos de “resolução de problemas complexos” para transformar a realidade social da cidade.

Mais informações: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2021/11/19/tecnologia-social-busca-elevar-o-idh-em-cidades-do-ne.ghtml