Cabo submarino que liga Brasil à Europa entra em operação

É a primeira conexão direta por cabo submarino de alta velocidade entre a Europa e a América Latina. A estrutura de 6 mil km será utilizada para aplicações em ciência, tecnologia e educação por 25 anos.

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O Brasil e a Comissão Europeia anunciaram nesta terça-feira, 1º, o início das operações do primeiro cabo submarino de fibra óptica de alta capacidade entre o país e o continente europeu. O ministro das Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, esteve na cerimônia.

“Agora nós temos uma conexão direta que vai permitir uma transmissão de dados, troca de informações, de maneira muito mais rápida”, disse o ministro.

Ele também mencionou que, com a pandemia de Covid-19, foi provada a importância dos países trabalharem juntos, principalmente no tema da ciência. “Para a ciência funcionar, precisamos de operação, precisamos de troca de informações de maneira rápida e efetiva”, comentou.

A estrutura de 6 mil quilômetros liga Fortaleza, no Brasil, à cidade portuguesa de Sines. O cabo será utilizado para aplicações em ciência, tecnologia e educação ao longo de 25 anos.

O projeto é uma ação do Diálogo Digital Brasil União Europeia, que já existe há mais de 14 anos. Segundo a pasta, a empresa EllaLink, responsável pela estrutura, investiu cerca de €150 milhões na obra. A Comissão Europeia contribui com €25 milhões e o ministério investiu €8,9 milhões.

O ministro Marcos Pontes estará em missão em Portugal até a próxima quinta-feira, 3 de junho. Nesta segunda-feira, ele assinou memorandos com o ministro de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor. 

Os documentos propõem o lançamento de uma rede de cooperação para promoção da cultura científica e tecnológica, o desenvolvimento de nanociências e tecnológicas quânticas e o desenvolvimento da física nuclear, de partículas, astropartículas e cosmologia.

Telecomunicações

Vitor Menezes, secretário executivo do Ministério das Comunicações, também está na viagem. Nesta segunda, ele conversou com o presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) de Portugal, João Cadete.

Menezes comentou que um dos objetivos com a implementação do 5G é universalizar o acesso à Internet no Brasil. “Hoje as redes de acesso banda larga fixa em 82% dos municípios estão conectadas por fibra óptica ao backbone nacional e precisamos garantir conectividade por este meio aos outros 18% restantes”, indicou.

O processo de licitação para a rede 5G também está em andamento em Portugal. Cadete afirmou que o leilão busca permitir o aumento da concorrência no mercado para garantir o desenvolvimento do setor.