#CL5G | Chile sai à frente da América do Sul com implementação de 5G

Em evento, setores público e privado debateram novos projetos e desafios da tecnologia da quinta geração

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DPL News Brasil – São Paulo Correspondente. O Chile é um dos primeiros países a instalar a tecnologia de quinta geração em seu território. O evento Chile 5G desta terça-feira, organizado pela DPL Live, discutiu os benefícios e desafios da implementação da rede e contou com a participação de autoridades do país sul-americano, incluindo o Presidente Sebastián Piñera, representantes do setor privado e especialistas do campo.

Na cerimônia de abertura, Piñera disse que, em meio a crise causada pela pandemia de Covid-19, “temos feito um enorme esforço para que o Chile possa se colocar e estar na vanguarda desta nova revolução tecnológica, nesta nova Sociedade do Conhecimento e da Informação”.

O presidente lembrou que o Chile foi a primeira nação sul-americana a licitar o espectro de rádio para implementar redes 5G. Esse primeiro passo vai gerar investimentos de 3 bilhões de dólares nos próximos cinco anos e a instalação de 9 mil novas antenas.

Ele ainda destacou outros projetos promovendo o desenvolvimento digital do Chile, como a Fibra Óptica Austral, a Fibra Óptica Nacional e o cabo submarino que ligará a América do Sul à Ásia.

Pamela Gidi, chefe da Subsecretaria de Telecomunicações do Chile, lembrou que o país lançou quatro licitações simultaneamente para a instalação do 5G, a fim de acelerar o processo.

Desafios

Além das autoridades chilenas, o evento contou com a participação do setor privado. No primeiro painel, as operadoras pediram cooperação do governo para superar os desafios da implementação da tecnologia no país.

“Existem muitos investimentos e serviços que precisam ser construídos em torno do 5G. Estamos falando de mais dispositivos, mais demandas e plataformas que não existiam antes”, afirmou Mauricio Escobedo, gerente Geral da Claro Chile.

Os palestrantes pediram a flexibilização da regulamentação para adaptá-la à nova realidade e a redução do tempo de implantação de infraestruturas. Priscila Oliva, country Manager da American Tower Chile, lembrou que serão necessárias 9 mil antenas adicionais no país. ”A implantação de uma torre no Chile leva de 18 a 24 meses, enquanto na Colômbia demora dois meses e, no México, seis meses.”

No segundo painel, especialistas comentaram que os países latino-americanos correm o risco de estagnar economicamente se não houver um plano de governo para favorecer a digitalização de empresas.

“A não incorporação de tecnologias digitais no processo produtivo está limitando os saltos de produtividade e conectividade. Acreditamos que a transformação produtiva deve ter como eixo central a incorporação das tecnologias digitais”, afirmou Edwin Fernando Rojas, Assistente Sênior da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Novas possibilidades

Joaquín Saldaña Otero, diretor de Estratégia e Marketing da Huawei América Latina, falou sobre algumas oportunidades que o 5G possibilitará durante o terceiro painel do evento. A nova tecnologia pode fornecer acesso de banda larga a casas que atualmente não têm fibra óptica, e a um custo menor.

Além disso, teletrabalho, telemedicina e serviços baseados em geolocalização poderão ser habilitados com a rede 5G, devido às vantagens de velocidade e cobertura. “Quando falamos em 5G é um ecossistema completo que inclui serviços em nuvem, Inteligência Artificial, Big Data, Internet das coisas (IoT) e temos que trabalhar em todo o ecossistema para que ele amadureça”, completou.

Fechando o evento, o último painel destacou a importância dos setores público e privado trabalharem juntos para impulsionar a transformação digital no Chile, a fim de acelerar a recuperação da economia pós-pandemia de Covid-19.

O Presidente do Conselho de Administração da País Digital, Pelayo Covarrubias, comentou que somente as parcerias público-privadas (PPP) não serão suficientes. Além dos investimentos em infraestrutura de backbone, serão necessários projetos conjuntos de última milha, para chegar a locais mais remotos.

“As empresas confiam no Chile, mas isso não vai ser suficiente, a conectividade é apenas a base da pirâmide. Sem dúvida existem projetos como a Fibra Óptica Austral, o cabo transoceânico, etc., mas temos que saltar para a última milha, que é mais complexa e que exigirá acordos de PPP que nos permitam chegar à população ”, disse o especialista.

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