Claro, Embratel e Ericsson testam 5G standalone na aviação

As três empresas habilitaram o 5G SA no ITA, onde apresentaram soluções envolvendo aviação, robótica e monitoramento móvel inteligente.

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A Claro, a Embratel e a Ericsson se uniram mais uma vez para testar aplicações em 5G standalone no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Foram três provas recentemente envolvendo aviação, robótica, Realidade Estendida (XR) e monitoramento móvel inteligente.

“Instalamos no ITA uma rede 5G standalone de alta capacidade, com licença científica e experimental utilizando o espectro de 3,5 GHz para apoiar e participar do desenvolvimento de novas aplicações para atendimento de serviços e produtos que necessitam de baixíssima latência e altíssima confiabilidade” explicou André Sarcinelli, CTO da Claro.

O primeiro caso contou com a participação do ITA e da Embraer, que conectou dois notebooks na rede 5G para acessar remotamente arquivos de modelos 3D de um avião armazenados em seus servidores.

Na segunda experiência, robôs móveis foram colocados dentro de um cenário virtual criado pelo ITA e controlados por um dispositivo 5G de XR. Segundo as empresas, os algoritmos de Inteligência Artificial (IA) impediram colisões entre os robôs. A aplicação pode ser usada em situações críticas, como mineradoras e manufatura pesada.

Por fim, foi apresentado um caso de monitoramento móvel inteligente, em que foi utilizado um wearable adaptado ao pescoço com quatro câmeras 4K. O 5G permite que a pessoa com o dispositivo tenha informações críticas em tempo real. Além disso, as imagens são transmitidas para um Centro de Monitoramento e podem auxiliar em operações de resgates em incêndio ou na verificação de suspeitos, por exemplo.

“A integração de tecnologias, entre elas XR e IA, suportada pela rede 5G, é capaz de tornar as atividades mais dinâmicas, seguras e inovadoras”, afirma Alexandre Gomes, diretor de Marketing da Embratel. 

Essa é mais uma das parcerias entre as três companhias. Em junho, elas inauguraram o 5G Smart Campus Facens, onde empresas, startups e a academia poderão conhecer, testar, criar protótipos e escalar produtos e serviços usando a quinta geração.

Três meses depois, elas anunciaram a criação de um espaço conectado ao 5G standalone para criar soluções no Parque Tecnológico São José dos Campos.

Isso faz parte do desenvolvimento do ecossistema 5G. Para Rodrigo Dienstmann, presidente da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, é importante trabalhar em conjunto em novas aplicações 5G para que seus clientes – as operadoras – não se tornem “redes neutras”, apenas habilitando serviços valiosos para outras empresas.