Clientes da Oi Móvel passarão para empresas com maior capacidade de investimento: Claro

Paulo César Teixeira, CEO da Claro, explicou que, após a conclusão da compra da Oi Móvel, os atuais clientes terão serviços melhores e sem maior custo.

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Os atuais clientes da Oi Móvel terão um serviço superior e sem nenhum custo a mais após a venda da empresa para as operadoras Claro, TIM e Vivo, afirmou Paulo César Teixeira, CEO da Claro, durante o Painel Telebrasil nesta terça-feira, 21.

O executivo deu o exemplo da recente aquisição da Nextel, que era a quinta maior operadora no Brasil e com uma atuação relevante em São Paulo e no Rio de Janeiro. “Os clientes vieram de uma empresa que estava limitada na sua capacidade de investimento para uma grande empresa, que tem capacidade de investimento muito maior. Então o que fizemos primeiro foi trazer esses clientes para uma rede com performance superior”, explicou.

Para ele, o mesmo acontecerá com a aquisição da Oi Móvel. Além disso, os clientes terão melhores serviços pelo mesmo valor que eles pagavam com a Oi. 

Quanto a preocupação com a concentração de mercado, Teixeira afirmou que grandes mercados do mundo, como Estados Unidos, que tinham quatro operadoras, sendo duas grandes e duas médias, hoje tem três grandes operadoras, “porque a capacidade de investimento em um negócio que exige escala é fundamental. Ou seja, ter a certeza de que vai conseguir atender aquela demanda de tráfego.”

Ele ainda comentou que o tráfego individualizado cresceu 50% em doze meses – devido a pandemia.

Concorrência

No campo da banda larga, o CEO destacou que a Claro entrega uma experiência ao usuário superior a das outras empresas, o que é uma vantagem competitiva. Entretanto, no mercado de televisão, o desafio é maior.

“Há cada vez mais players entregando conteúdo através de streaming, que naturalmente concorre conosco. Aí decidimos incorporá-los à nossa oferta, ou seja, nós temos ofertas que compõem não só na TV tradicional paga, como também os streamings”, explicou.

Além disso, há o problema das caixinhas piratas, também chamadas de TV box. “Preocupa muito isso. Parece que há uma certa leniência, no sentido de que os próprios provedores de conteúdo deveriam ser mais atuantes nesse mercado”, afirmou. “Temos uma concorrência desleal nesse campo e quero alertar que isso tem que ser observado pelas autoridades competentes.”