Crise de chips acelera a transição do 4G para o 5G: Claro Brasil

O CEO da Claro, Paulo César Teixeira, explica que a escassez mundial de chips leva a uma priorização do 5G. Mercado brasileiro é beneficiado pelo atraso no leilão do 5G.

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A escassez de chips em escala mundial levou à priorização do 5G, em detrimento do 4G, comentou Paulo César Teixeira, CEO da Claro, durante o evento Futurecom nesta quarta-feira, 10. As informações são do portal Tele.síntese.

Ele explicou que a crise fez com que a produção de chipsets para aparelhos 4G sofresse restrições, o que levou ao realocamento para os dispositivos 5G. Isso fará com que a transição para a quinta geração seja mais rápida. “Na medida em que você consegue rapidamente priorizar uma tecnologia, você carrega com ela toda uma cadeia”, afirmou.

No Brasil, Teixeira acredita que o atraso no leilão do 5G pode beneficiar o consumidor final, porque o país vai começar a fazer a transição quando a tecnologia já está mais madura. Com isso, além de smartphones da quinta geração da categoria “premium”, estão disponíveis aparelhos na faixa de R$ 2 mil.

Para o CEO da Claro, isso também pode acontecer no segmento B2B, porque serão instaladas no Brasil aplicações que já foram testadas e validadas em outras partes do mundo.

Leilão do 5G no Brasil

A Claro foi a operadora que mais investiu em espectro no leilão do 5G, sendo responsável por R$ 1,7 bilhão em ofertas, 23,3% do total. A companhia garantiu 100 MHz na faixa de 3,5 GHz, levou cinco lotes de 50 MHz na faixa de 2,3 GHz para atender quase todas as regiões do Brasil e arrematou mais dois blocos de 200 MHz na banda de 26 GHz.

Na Futurecom, Teixeira ainda disse que, além dos recursos para a outorga e as obrigações do leilão, a operadora reservou um Capex para demandas e soluções do segmento de negócios.

Com o investimento, a companhia tem tudo para ganhar a liderança do 5G no Brasil.