Ericsson e John Deere vão impulsionar agro brasileiro com inovações em 5G

As duas empresas fecharam um acordo de pesquisa e desenvolvimento de novas aplicações para o agro utilizando 5G e Internet das coisas.

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A Ericsson e a John Deere, companhia de máquinas agrícolas e de construção, anunciaram nesta quinta-feira, 15, uma parceria para pesquisa e desenvolvimento de novas aplicações para o agronegócio usando 5G e Internet das coisas.

Segundo o comunicado, nesse primeiro momento, os testes serão realizados em conjunto no Escritório Central da John Deere para América Latina, na cidade paulista de Indaiatuba, e no Centro de Agricultura, de Precisão e Inovação da John Deere, localizado em Campinas, também em São Paulo.

Os centros de pesquisa da Ericsson também estão à disposição para testar novas tecnologias.

O acordo entre as empresas ainda pretende equipar as fábricas da John Deere com equipamentos 5G, “para contribuir na jornada de transformação digital e imersão na Agricultura 5.0”. De acordo com a companhia, ela investe US$ 4 milhões por dia em pesquisa e desenvolvimento e, nos últimos anos, tem apresentado soluções importantes aos produtores.

“Estamos democratizando o uso da conectividade em áreas rurais, e com soluções sem custos ao agricultor, que daqui pra frente vai produzir de maneira cada vez mais eficiente e ambientalmente sustentável”, disse Rodrigo Bonato, diretor do Grupo de Soluções Inteligentes da John Deere para América Latina. Ele ainda ressaltou que a tecnologia atrai cada vez mais jovens para o campo, “promovendo geração de emprego e empreendedorismo”.

O agronegócio é essencial para a economia brasileira. Em 2020, a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil foi de 26,6%, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Estima-se que a ampliação da conectividade no campo pode impactar o valor bruto da produção do agronegócio em 9,6%, chegando a quase R$ 102 bilhões em quatro anos.

“A demanda global por insumos vegetais, alimentos e proteína irá dobrar até 2050 e o Brasil é o único país com área suficiente e condições favoráveis para aumentar em escala a oferta de alimento, além do enorme espaço para ganho de produtividade em diferentes etapas da cadeia […]. Certamente, a tecnologia 5G terá um papel fundamental neste novo ciclo de inovação”, afirmou Murilo Barbosa, vice-presidente de Negócios da Ericsson para o Cone Sul da América Latina.