Esse é o passo a passo de como levar Internet de qualidade às escolas do Brasil

O NIC.br e CIEB criaram um guia para ajudar gestores de escolas públicas a fazer um diagnóstico da conectividade, planejar, contratar e monitorar a qualidade da conexão.

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O Brasil tem diversas iniciativas e políticas para a cobertura de conectividade no país, como o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, mas o acesso à Internet nas instituições de ensino, em especial da rede pública, está muito abaixo do satisfatório.

A pesquisa TIC Educação 2020 mostrou que os principais motivos para as escolas não terem conexão à Internet são falta de infraestrutura escolar, falta de infraestrutura na região e o alto custo do serviço.

Foi nesse contexto que o projeto Conectividade na Educação elaborou o Guia de Conectividade na Educação – Passo a passo para a conectividade das escolas públicas brasileiras, lançado nesta semana. O documento, voltado para gestores da educação, foi coordenado pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB).

“O guia está alicerçado em quatro passos: diagnosticar, planejar, contratar e monitorar”, explica Paulo Kuester Neto, analista de projetos do NIC.br. Na primeira parte, o documento traz dicas de como avaliar a qualidade da conexão na instituição, a cobertura, os recursos e tecnologias existentes.

Em seguida, o guia orienta sobre a criação de um plano de conectividade para as escolas, definindo os ambientes que devem ser conectados, a velocidade, a distribuição de sinal e os objetos de contratação.

Na terceira etapa, a instrução é para criar uma estratégia de aquisição de conectividade. E, por fim, o texto traz sugestões de como estabelecer indicadores de desempenho para garantir o funcionamento e o impacto da solução contratada.

A ação é essencial diante da importância da Internet no processo de aprendizagem dos estudantes. Um estudo da Economist Intelligence Unit (EIU) revela que o produto interno bruto do Brasil poderia crescer 3,8% até 2025 com a ampliação da conectividade nas escolas.

Isso seria possível porque recursos digitais na educação podem levar a uma melhor qualidade, que abre portas para mais oportunidades de emprego. Uma força de trabalho mais educada, qualificada e produtiva contribui para o desenvolvimento econômico do país.

Entretanto, a cartilha ressalta que, para a Internet ter esse impacto positivo na educação, também é necessário considerar o investimento em capacitação dos professores para incorporar a tecnologia nas práticas pedagógicas; identificar e implementar recursos educacionais digitais; e garantir o acesso a equipamentos dentro e fora da escola para o uso dos estudantes.

O Guia de Conectividade na Educação conta com o apoio da Abranet, Cisco, Ciga, Embratel, Fundação Lemann, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Claro, Intelbras, Grupo Mulheres do Brasil, Oi Futuro e Rede Nacional de Ensino e Pesquisa.

Mapa da Conectividade na Educação

O NIC.br também lançou uma nova função para o Mapa da Conectividade na Educação, divulgado em março deste ano. Agora, a ferramenta permite a extração de relatórios de cada rede de ensino municipal e estadual do país.

“Conduzimos essas e outras ações na área da educação, sempre visando contribuir, com os dados coletados por nossos medidores e pesquisas, para a construção de projetos e políticas públicas, que promovam cada vez mais a inclusão digital de educadores e alunos brasileiros”, explica Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br.