Teletime – Samuel Possebon

A Câmara e-Net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico) enviou no dia 22 de maio correspondência ao conselho diretor da Anatel chamando a atenção para as implicações do caso Claro vs. Fox. Trata-se da denúncia em que a operadora Claro apontou a prestação de serviços de telecomunicações irregulares na oferta de conteúdos lineares dos canais Fox no modelo OTT, com venda direta ao consumidor. A Câmara e-Net reúne algumas das principais empresas de Internet atuantes no Brasil, entre elas Google, Amazon, Facebook, UOL e Yahoo além de empresas do mercado de comércio eletrônico e pagamentos, e até mesmo os estúdios Warner.

A manifestação da entidade é anterior à cautelar da Anatel, que determinou à Fox a suspensão dos serviços comercializados de forma direta, exigindo a contratação de um operador de Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) como intermediário na distribuição de canais lineares. A carta da Câmara e-Net apontava que o caso poderia ter impactos diretos no “florescente ecossistema digital brasileiro, que caminha em busca de consolidação no mercado mundial como país indutor da inovação e da disrupção dentro do atual processo de digitalização da sociedade e de suas economias”. Na cautelar da Anatel, a manifestação da Câmara e-Net não foi considerada, pelo menos não de maneira explícita. A Câmara e-Net não é parte do processo, como são outras entidades, como Abert, Abratel, TAP e MPA, mas a associação tem se mostrado muito ativa na defesa do ecossistema da Internet em questões como privacidade. 

Leer más: https://teletime.com.br/27/06/2019/gigantes-de-internet-dizem-que-modelo-de-sva-preserva-inovacao/

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here