Huawei: ampla cobertura do 5G depende de operadoras e consumidores

A expansão da cobertura da quinta geração no Brasil é uma via de mão dupla: depende do investimento das operadoras e da demanda dos consumidores, e deve demorar de quatro a cinco anos.

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A expansão da rede 5G no Brasil deve demorar de quatro a cinco anos, afirmou o diretor de Relações Públicas e Governamentais da Huawei, Bruno Zitnick. É menos tempo do que demorou para a massificação das redes 3G, 4G e 4,5G, mas dependerá do investimento das operadoras e dos consumidores.

Quando se fala em 5G, muito se pensa na implementação da rede, que é função das operadoras. No entanto, o executivo defende que os clientes também têm parte importante nisso. “Quando nós partimos para o lado do consumidor final, não podemos esquecer que o usuário também tem que fazer investimento, porque os celulares de hoje em dia não suportam o 5G”, comentou.

Uma parte do investimento é a compra dos aparelhos adequados, que, atualmente, possuem um preço salgado.

Segundo Zitnick, a adesão depende da implantação da rede, pelo lado das operadoras, e da compra do produto, pela parte dos clientes. Mas ele também ressalta que o usuário final só vai ter interesse em utilizar o 5G se houver aplicações úteis para ele.

“Isso leva as operadoras a pensarem num novo modelo de negócios. Porque atualmente as empresas são baseadas na venda de pacote de dados. Comumente, as operadoras vendem 10 ou 15 GB, isso não é nada para quem tem 5G.”

A discussão foi feita durante o evento para a imprensa “O mundo do trabalho e novas tecnologias”, na manhã desta quarta-feira, 15. Na ocasião, ele também reforçou o papel da Huawei na capacitação de talentos no universo TIC e na inserção dos profissionais no mercado de trabalho.

“Nos últimos cinco anos, nós formamos 40 mil pessoas e, nos próximos cinco anos, nós queremos dobrar este número”, informou Zitnick. Somente esse ano, a Huawei treinou 6 mil pessoas.

Esses programas são uma forma de tentar suprir a falta de mão de obra do setor. Segundo um relatório da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), citado pelo executivo, o Brasil tem um gap de 250 mil vagas para o mercado TIC e, com a evolução das tecnologias, isso deve aumentar para 500 mil vagas até 2024.