Huawei e UNESCO fazem parceria para promover talentos digitais na América Latina

A empresa e a entidade vão oferecer treinamento de habilidades digitais para mulheres, crianças, populações vulneráveis e terá programa de alfabetização digital para professores.

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A Huawei e o Escritório Regional de Educação para a América Latina e o Caribe (OREALC) fecharam uma parceria nesta terça-feira, 1, para promover o desenvolvimento de talentos digitais na América Latina.

As duas organizações assinaram uma Carta de Intenções durante um evento virtual e anunciaram algumas áreas de cooperação em potencial, como o desenvolvimento de habilidades digitais para mulheres e crianças e programas de alfabetização digital para professores.

A empresa e o escritório também pretendem oferecer treinamento em habilidades digitais para populações vulneráveis. Serão promovidos webinars e workshops para conscientizar sobre a importância do desenvolvimento inclusivo de talentos digitais.

“A Carta de Intenções é o resultado de um trabalho de vários meses entre a UNESCO e a Huawei durante os quais ambas as instituições vêm compartilhando visões, experiências e planos para o futuro da Educação na América Latina e priorizando áreas de trabalho comum como as competências para professores em TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação)”, disse Claudia Uribe Salazar, diretora da OREALC.

Catherine Chen, diretora da Huawei Technologies, contou que a companhia se dedica ao desenvolvimento de talentos digitais em todo o mundo e aumentou esse investimento nos últimos anos como parte de sua responsabilidade social corporativa.

Só no Brasil, a empresa pretende abrir 12 laboratórios de fibra óptica até agosto de 2021.

Falta de profissionais

No mesmo evento, foi debatido o déficit de profissionais de tecnologias da informação (TI) na América Latina. Carlos Motta, diretor e presidente do Instituto Nacional de Telecomunicações do Brasil, comentou que é urgente que se aprofunde a educação com perfis tecnológicos.

“O mercado brasileiro é uma oportunidade muito grande e precisamos de muita profissionalização na agricultura, nas telecomunicações, porque é um país muito grande. Precisamos de jovens para trabalhar com transformação digital desenvolvendo sistemas para que possamos oferecer à sociedade as melhores aplicações possíveis”, disse.

A reitora da Escola Politécnica Nacional do Equador, Florinella Muñoz, afirmou que a pandemia Covid-19 revelou a necessidade de ter cada vez mais profissionais de TI. 

“Temos as áreas de software e telecomunicações, e nelas temos cerca de 15% dos alunos nessas carreiras com grande futuro. No entanto, este ano, vimos que todas as carreiras precisam dessas ferramentas tecnológicas”, completou.