Huawei, Ericsson, Nokia e Qualcomm comemoram a aprovação do edital 5G no Brasil

A Huawei parabenizou o governo brasileiro por manter o livre mercado; a Ericsson espera implementar a rede 5G ainda em 2021; a Nokia destacou a oferta de bandas baixas, médias e altas; e, para a Qualcomm, a tecnologia vai garantir o aumento da produtividade.

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A versão final do edital do 5G brasileiro foi muito esperada por todo o setor de telecomunicações. Com a aprovação do documento pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as fabricantes de equipamentos para a instalação das redes comemoraram o avanço do Brasil rumo ao 5G. A Qualcomm, que tem papel importante para o desenvolvimento do ecossistema tecnológico, também celebrou a novidade.

Huawei

Em nota, a Huawei parabenizou o Ministério das Comunicações, o Tribunal de Contas da União e a Anatel pelo “excelente trabalho realizado”. Segundo a empresa chinesa, o edital contempla o livre mercado e a isonomia de condições entre os participantes.

Esses pontos são especialmente importantes para a Huawei porque, assim como outros países, o Brasil sofreu pressão dos Estados Unidos para prejudicar a participação da companhia na implementação das redes 5G

Até o momento, a fabricante pode participar da instalação do 5G comercial, mas há chances de a Huawei ser banida da rede privativa do governo.

“Presente no Brasil há 23 anos, a empresa sempre trabalhou em prol da transformação digital do país. A Huawei reforça que está preparada para fornecer as tecnologias mais avançadas para a implementação do 5G e contribuir com o desenvolvimento de suas inúmeras aplicações, em segmentos como Inteligência Artificial e computação em nuvem, entre outros.”

Ericsson

Rodrigo Dienstmann, CEO da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, ressaltou que o modelo do leilão brasileiro é um dos mais modernos do mundo, com ênfase em universalização versus arrecadação.

“A Ericsson está pronta para o 5G e para colaborar com todos os atores na criação do ecossistema ideal para permitir que tenhamos soluções reais para as demandas de cada setor e dos usuários finais. Esperamos poder ativar as primeiras redes em algumas capitais ainda em 2021”, disse.

Em março, a fabricante inaugurou a primeira linha de produção 5G no Brasil, o que, segundo o executivo, preparou a companhia para o fornecimento de equipamentos. “Estamos com basicamente tudo pronto, só precisamos colocar o selo, colocar o remetente e enviar as caixas”, afirmou recentemente.

Nokia

O head de Soluções da Nokia, Wilson Cardoso, destacou dois pontos do edital: “avaliamos ser adequada a manutenção da estrutura das bandas baixas, médias e altas. Em segundo lugar, a mudança dos blocos de 26 GHz para 200 MHz traz um novo desafio em poder garantir a continuidade do espectro.”

A versão anterior do edital previa a licitação de oito lotes de 400 MHz na faixa de 26 GHz. Mas o último relator do documento, o conselheiro Emmanoel Campelo, fragmentou em 16 lotes de 200 MHz com o objetivo de reduzir o preço mínimo pela metade e evitar lotes vazios.

Qualcomm

Para Luiz Tonisi, presidente da Qualcomm para América Latina, a aprovação do edital é um grande passo para o desenvolvimento tecnológico e econômico do Brasil. “O modelo adotado é propício ao momento que o país vive, uma vez que prevê cobertura 5G maior do que 4G até o final de 2029.” 

Ele ressaltou que a rede deverá reduzir barreiras do país com o aumento de produtividade e competitividade. “A Qualcomm está preparada para atender o ecossistema da quinta geração da Internet móvel, oferecendo soluções que impactarão diretamente a indústria e o consumidor final. Acreditamos que podemos ter um início de conexão 3,5 GHz 5G em algumas capitais ainda em 2021.”