Huawei fomenta aplicações 5G com novo Centro de Inovação em São Paulo

Com investimento de R$ 35 milhões, a companhia habilitou 5G standalone, Inteligência Artificial e Cloud para parceiros testarem novos casos de uso.

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São Paulo, Brasil. Na manhã desta terça-feira, 27, a Huawei reuniu representantes governamentais, da indústria e da academia para inaugurar o Ecosystem Innovation Technology Center (EITC), primeiro centro para experimentação 5G e Inteligência Artificial (IA) de São Paulo. A companhia chinesa investiu R$ 35 milhões.

Segundo Atílio Rulli, diretor de Relações Públicas e Governamentais da companhia, o objetivo do local é “fomentar as empresas que estão na parte de desenvolvimento de aplicações para o 5G, principalmente para as verticais da indústria, mineração e energia.” 

O EITC está composto pelas áreas Huawei Legacy (Legado Huawei), que retrata a história da empresa no Brasil nos últimos 23 anos; ICT Foundation (Fundação TIC), que destaca os pilares da nova transformação digital, como tecnologia 5G, computação em nuvem e IA; Industry Vertical (Vertical Indústria), onde são apresentadas aplicações reais em setores, como logística e mídia; e o Telco Top Gear, com o portfólio de soluções de ponta a ponta de 5G, fibra óptica, microondas e outros produtos.

“A partir de hoje esse espaço é aberto para nossos atuais e futuros parceiros, a área acadêmica, startups”, disse Rulli. A ideia é que esses agentes desenvolvam e testem aplicações 5G no EITC, habilitados pela rede standalone que opera na faixa de 3,5 GHz.

“Estamos disponibilizando nossa infraestrutura de 5G, Cloud e IA no EITC para todos que quiserem investir em novas soluções para a economia brasileira, a fim de acelerar a criação de um ecossistema de aplicações baseadas na tecnologia móvel 5G”, destacou Sun Baocheng, CEO da empresa no Brasil. “Com base em nosso foco principal de infraestrutura de TIC, a Huawei quer construir um ecossistema aberto, colaborativo e benéfico para todos os envolvidos”.

Ainda não há parceiros trabalhando no espaço, mas, para este ano, a organização prevê colocar em prática oito projetos piloto nas áreas de agricultura, mineração, aeroportos, entre outros.

Ecosystem Innovation Technology Center, São Paulo.

Cibersegurança

No mesmo local, a Huawei lançou o T-Center (Trustworthy Center), um centro de segurança aberto, onde clientes e parceiros poderão conhecer o processo de governança fim a fim da empresa.

Marcelo Motta, CSO da companhia para o Brasil e a América Latina, explicou que este espaço está integrado aos outros dois centros de transparência da Huawei do mundo, em Dongguan, na China, e em Bruxelas, na Bélgica.

O local faz parte do alto investimento em cibersegurança da empresa: só em 2020, a companhia investiu US$ 1,09 bilhão, o que representa 5% do investimento total para a área de pesquisa e desenvolvimento, de acordo com Motta. No Brasil, o valor chegou a R$ 48 milhões no ano passado.

Vale lembrar que o Brasil, assim como outros países, foi pressionado pelos Estados Unidos para não fazer negócios com a Huawei na implementação do 5G, por conta de dúvidas quanto à segurança de seus equipamentos.

No entanto, a presença do governo brasileiro na cerimônia pode representar abertura à companhia. Além do deputado federal Evair Melo e do vice-ministro da Agricultura, Fernando Camargo, estiveram presentes representantes do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e da Agência Brasileira de Inteligência.

Carlos Baigorri, conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações, participou do evento por vídeo e ressaltou que a Agência deve “manter contato e deixar as portas abertas” para todos os segmentos, “fabricantes, operadores grandes e pequenos, novos entrantes.”

Alex Jucius, presidente da Associação NEO, que representa 180 provedoras de pequeno porte do Brasil, elogiou o custo, suporte e atendimento oferecidos pela Huawei em outras tecnologias, como fibra óptica e 4G. “É fundamental que essa parceria continue dentro do 5G”, completou.