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Huawei vai lançar solução com IA para identificar desmatamento e queimadas na Amazônia

De acordo com Bruno Zitnick, diretor de Relações Institucionais da Huawei, a iniciativa Forestry deve ser lançada no próximo mês.

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A Huawei está desenvolvendo a solução Forestry – Amazônia, para monitorar a floresta utilizando imagens satelitais e Inteligência Artificial (IA), segundo Bruno Zitnick, diretor de Relações Institucionais da Huawei Brasil.

Trata-se de uma iniciativa para identificar desmatamento e queimadas na região Amazônica. “Tudo isso utilizando imagens satelitais, desenvolvido pela própria empresa local de Manaus, e também Inteligência Artificial. Isso nos traz um orgulho, e esse projeto será entregue no final de agosto”, afirmou Zitnick em um evento virtual nesta sexta-feira, 16.

O executivo explicou que a companhia chinesa fez uma reunião com o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e com o Secretário do Meio Ambiente, Eduardo Costa Taveira, neste ano para apresentar a solução.

Ele ainda citou outras ações no estado, como “identificação de lixos em rios e seus afluentes”, mas não deu mais detalhes.

O assunto foi levantado pelo deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM). O parlamentar comentou que a Huawei entrou em contato com ele pedindo uma reunião com o governo estadual. “E eu intermediei, para [a Huawei] apresentar um sistema de monitoramento florestal que vai ajudar muito o estado do Amazonas na preservação do meio ambiente”, disse.

Educação

O tema foi abordado durante o evento Amazonas Digital, que debateu a contribuição da companhia para a educação e capacitação no estado. 

Recentemente, a Huawei entregou 200 tablets para a educação municipal de Parintins, cidade amazonense, e quatro laboratórios para a instalação e manutenção FTTH (fibra até a casa, na sigla em inglês) ao Instituto Federal do Amazonas (IFAM).

“Todos esses laboratórios visam atender a geração nem-nem– jovens e adultos que nem trabalham e nem estudam– e os tablets são para apoiar no desenvolvimento do ensino público da base do município”, esclareceu Zitnick. O objetivo dos laboratórios é capacitar mão de obra para atuar na instalação de fibra óptica e na futura instalação de 5G em todas as localidades.

O deputado Ramos disse que a empresa chinesa ainda pode ajudar o estado de outras maneiras: adaptando a indústria para a indústria 4.0, por meio do preparo de profissionais; na pesquisa na área de biotecnologia, “para que os potenciais de riqueza da floresta se transformem em riquezas efetivas, como dermocosméticos, fitoterápicos”; e desenvolvendo um novo polo de software, “que não depende de porto, de aeroporto, de estrada, depende de conhecimento e de nuvem”.

Segundo o parlamentar, a Zona Franca de Manaus, o parque industrial na capital amazonense, é estruturada em produção de hardware, como “motocicletas, computadores, aparelhos celulares, televisores e ar condicionado”.

Também participaram do evento Azamor Pessoa, Secretário de Educação de Parintins, e Nivaldo Rodrigues, diretor Geral do Campus Manaus Distrito Industrial do IFAM.