Ministro Fábio Faria pede que operadoras não utilizem termo 5G para o DSS

Mesmo com o padrão internacional, o ministro das Comunicações diz que as redes DSS não são 5G.

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O ministro das Comunicações, Fábio Faria, pediu mais uma vez que as operadoras de telecomunicações do Brasil não utilizem o termo 5G nos smartphones quando for utilizado o sinal DSS, de compartilhamento dinâmico de espectro.

Em um vídeo publicado no Twitter nesta terça-feira, 15, Faria disse que “nós não temos ainda o 5G, [o 5G DSS] é apenas um ‘4G plus’. Isso está confundindo a cabeça das pessoas”.

O ministro afirmou que a tecnologia de espectro compartilhado é um teste das operadoras, mas “não é o 5G que queremos no Brasil”. Faria já indicou que deseja implementar o 5G standalone no país, o que será possível realizar em larga escala após o leilão.

No entanto, utilizar o termo 5G não significa uma tentativa de enganar a população. Um protocolo definido pelo 3GPP, grupo que faz a padronização de tecnologias móveis, identifica como 5G o sinal que utiliza as estruturas de 4G e 3G. 

O 3GPP ainda defende que o “compartilhamento dinâmico de espectro fornece um caminho de migração muito útil” do 4G para o 5G, e “foi incluído no Release 15 e melhorado no Release 16”.

O padrão foi aprovado pela União Internacional de Telecomunicações no sistema IMT-2020 (International Mobile Telecommunications – 2020), que trata do 5G, segundo informações da Agência Nacional de Telecomunicações.

O diretor de tecnologia estratégica para a América Latina da GSMA, Alejandro Adamowicz, também já explicou que as redes DSS são 5G em entrevista ao portal Tele.síntese.

“Embora no caso do 5G DSS as faixas de frequências sejam compartilhadas com o 4G, eles são serviços distintos. Os serviços 5G DSS possibilitam velocidades maiores que o do 4G e precisam de terminais com capacidade para 5G”, comentou.

Ele ressaltou que o desenvolvimento completo da tecnologia exige faixas de frequências dedicadas, mas não deixa de ser o 5G.

Esta reportagem entrou em contato com a Vivo Brasil, que preferiu não se manifestar. Já a Claro e a TIM não responderam até o momento da publicação. Se as companhias se manifestarem, este texto será atualizado.