Teletime – Samuel Possebon

O MWC 2019, principal evento mundial de telecomunicações, realizado no final de fevereiro em Barcelona, não deixou dúvidas. A conectividade que impulsionará o ambiente das aplicações de Internet das Coisas, Inteligência Artificial e serviços digitais avançados passa obrigatoriamente pelas redes móveis, sobretudo de quinta geração (5G). Os operadoras móveis, na prática, se tornaram as novas redes incumbentes e as redes wireless são hoje tão essenciais quanto energia, água e transporte. Contudo, em regiões como a América Latina, e em países como o Brasil, especificamente, há ainda um déficit de conectividade relevante, tanto em termos geográficos (cobertura) quanto em utilização da capacidade instalada. Segundo dados da GSMA, associação global das operadoras móveis, 43% da população não está conectada, mesmo estando em áreas cobertas. Ainda assim, é seguro dizer que hoje a maior parte das pessoas só tem acesso a serviços e aplicações de Internet por meio dos dispositivos e das redes móveis.

Fica evidente, portanto, que dada a relevância das redes móveis para as atuais e futuras aplicações, é aí que deverá estar o foco das políticas públicas. Ou, pelo menos, as políticas públicas não podem ignorar o ambiente da conectividade móvel. Além do mais, é no ambiente móvel que governos têm o único instrumento essencial para implementar estas políticas: o controle do espectro.

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