Nuvem da Huawei ajuda no monitoramento de florestas tropicais

A Huawei trabalha com a Rainforest Connection para monitorar os sons de florestas tropicais, identificando motosserras e entendendo o comportamento de animais na natureza.

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A Inteligência Artificial (IA) é uma das vertentes em que a Huawei mais vai investir nos próximos anos e, atualmente, já conta com aplicações relevantes, inclusive no sistema em nuvem.

Em um evento virtual sobre digitalização nesta quinta-feira, 27, Marco Ruiz, Cloud Product Manager da companhia, apresentou o caso da Rainforest Connection para mostrar como a Huawei Cloud ajudou a ampliar a atuação da organização.

Inicialmente, a Rainforest Connection procurou a empresa porque necessitava de um serviço automatizado para monitorar as florestas tropicais, pois não tinha pessoas suficientes para realizar o trabalho em larga escala.

A solução foi usar celulares com pequenos problemas que os clientes da Huawei trocavam por novos e distribuí-los em árvores de florestas, inclusive na Amazônia.

Os aparelhos foram adaptados para carregar por energia solar e ficam com o microfone ligado o tempo todo. Periodicamente, os dispositivos mandam o áudio para o sistema de Inteligência Artificial na Huawei Cloud.

No começo, o objetivo da Rainforest Connection era buscar sons de motosserras que estivessem cortando as árvores. Mas, com o treinamento e aprimoramento do software, o projeto foi além e passou a decompor o áudio, identificando os sons do macaco-aranha e entendendo o comportamento do animal na natureza.

Atualmente, a Huawei trabalha para aplicar Edge Computing no projeto, levando a potência da nuvem para o dispositivo. Com isso, Ruiz explica que decisões poderão ser tomadas em campo.

A IA é apenas um dos serviços em que a Huawei aposta no mundo da nuvem. Eles ainda contam com gerenciamento de dados e com habilitação de aplicativo, serviços que ajudam a conectar mais aplicações e organizações.

América Latina

Apesar de a Huawei Cloud ser jovem no mercado, já contempla 23 regiões no mundo. Destas, cinco são na América Latina, sendo que o Brasil conta com duas zonas de disponibilidade (AZ).

Além disso, em 2020, a nuvem da companhia cresceu 146,3% na região e, no Brasil, 300%. Para Ruiz, isso se deve à maior oferta de serviços, alta disponibilidade e maior capacidade e elasticidade dentro da nuvem.

O objetivo da empresa para as regiões core (Brasil, México e Chile) é aumentar para oito AZs e chegar a seis pontos de presença (POP). Atualmente, esses países contam com cinco AZs e cinco POPs.