Oi e BTG Pactual assinam acordo de venda da V.tal

A operação de R$ 12,93 bilhões ainda está sujeita à aprovação do Cade e da Anatel.

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A Oi anunciou nesta sexta-feira, 1º, que assinou o acordo de venda do controle da V.tal, sua empresa de rede neutra, para o BTG Pactual. Após a conclusão da operação, o banco terá 57,9% de participação da empresa.

O contrato não é novidade para o mercado: em julho, a Oi leiloou seu negócio de fibra para o BTG e a Globenet Cabos Submarinos, que faz parte do portfólio do banco. A proposta vencedora – e única – tem o valor de R$ 12,93 bilhões.

Conforme o comunicado divulgado, o acordo também prevê contratos entre a V.tal e a Oi de provimento de capacidade e de outras questões operacionais.

Etapas de venda

A operação vai acontecer em cinco etapas: a parcela primária deve ser paga na data de fechamento sob o valor de R$ 3,27 bilhões, que representa 14,67% do capital social da V.tal.

A parcela secundária, de R$ 6,51 bilhões, pode ser liquidada em três parcelas anuais, sendo uma no fechamento. Esse valor pode ser antecipado até dezembro de 2022, a critério da Oi, e representa o controle de 29,16% da empresa.

O contrato também prevê que, caso a V.tal não possua dívida com a Oi no momento do fechamento, o valor do componente primário será reduzido a R$ 1,5 bilhão e será realocado ao componente secundário. De modo que a Oi venderá ações adicionais para que a parcela secundária represente 35,88% do capital social.

A terceira etapa envolve o pagamento de uma parcela adicional de R$ 1,25 bilhão em até 90 dias após o fechamento do acordo, que corresponde a 5,64% do capital social. E, no mesmo prazo, a GlobeNet será incorporada pelo valor de R$ 1,51 bilhão – 6,81% da V.tal.

Ainda haverá uma segunda parcela adicional de R$ 360 milhões em até 90 dias, imediatamente após a incorporação do investidor, que representa 1,61% do capital social. Com isso, o BTG terá 57,9% da empresa de fibra e, a Oi, os 42,1% restantes. 

O negócio ainda está sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e à anuência prévia da Agência Nacional de Telecomunicações.