Pequenas prestadoras lideram mercado de banda larga fixa no Brasil

Estudo da Teleco revela que as empresas chegaram a 44,4% de market share do Brasil. A previsão é que, até o final do ano, a receita líquida supere os R$ 20 bilhões.

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As prestadoras de pequeno porte (PPPs) alcançaram 44,4% do mercado de banda larga fixa em maio de 2021, com um total de 38,3 milhões de acessos. Os dados são de um estudo da Teleco, apresentado pela Associação Brasileira das Prestadoras de Serviço de Telecomunicações Competitivas (TelComp) nesta semana.

Segundo a pesquisa, as PPPs têm sido responsáveis pela expansão da banda larga no país. Elas tiveram adições líquidas de 12,7 milhões de acessos entre 2017 e maio de 2021, enquanto as três grandes operadoras tiveram adições líquidas negativas nesse período, caindo 1,1 milhão.

O estudo apontou que 73,2% dos acessos das PPPs tiveram velocidades acima de 34 Mbps. Além disso, as empresas atendem 92,3% dos municípios com backhaul de fibra. Elas lideram o mercado de 84% dos municípios brasileiros. No mercado B2B, as PPPs também têm a liderança, com 40% de market share.

No primeiro semestre de 2021, a receita líquida das prestadoras chegou a R$ 10,8 bilhões. A expectativa é superar os R$ 20 bilhões até o final do ano. “É incontestável o benefício proveniente de um mercado com maior competição”, diz Luiz Henrique Barbosa, presidente executivo da TelComp.

Oportunidades

Em relação ao mercado de serviço móvel, a Teleco mostrou que as PPPs poderiam ampliar a cobertura de banda larga em municípios menores e áreas rurais se tivessem acesso à espectro em caráter secundário ou a preços acessíveis para essas localidades.

“Para viabilizar a competição das operadoras competitivas locais com as atuais prestadoras globais, são necessários incentivos diferenciados”, defende Barbosa.

Em 2019, havia 24 MVNOs (operadoras móveis com rede virtual) atuando no Brasil. No ano passado, o número passou para 90, impulsionado pela participação das pequenas prestadoras.

Para a Teleco, a utilização de recursos públicos, como provenientes do leilão do 5G, migração de concessão para autorização de telefonia fixa e Termos de Ajustamento de Conduta, deve ser neutra em relação à competição, a fim de permitir que as PPPs também ajudem na expansão da banda larga móvel.