Portugal conclui leilão do 5G com seis empresas vencedoras

A arrecadação para o país foi de quase 567 milhões de euros

163

Leer en español

A fase de licitação do leilão 5G de Portugal foi finalizada nesta quarta-feira, 27, com seis empresas vencedoras: Dense Air, Dixarobil, MEO, Nos, Nowo e Vodafone. O montante arrecadado foi de 566,802 milhões de euros.

A Nos foi a empresa que saiu com maior quantidade de espectro adquirido e que fez o investimento mais alto. Foram mais de 165 milhões de euros pela outorga de 100 MHz na faixa dos 3,6 GHz e 2×10 MHz na faixa de 700MHz; 2x5MHz na faixa dos 2,1 GHz e 2x2MHz na faixa dos 900MHz para reforçar sua rede 4G e melhorar da qualidade do serviço em todo o território nacional.

Para Miguel Almeida, CEO da Nos, é uma oportunidade de assumir a liderança das comunicações em Portugal. “Não podíamos estar mais satisfeitos com o desfecho do leilão, desde o desenho da estratégia até à concretização plena dos objetivos, apesar de ter sido um processo atípico, que ficou marcado pela situação pandêmica e manchado pela atuação do regulador”, afirma.

A Vodafone de Portugal adquiriu 2×10 MHz na faixa de 700 MHz e 90 MHz na faixa de 3,6 GHz por um total de 133,2 milhões de euros. “O resultado deste leilão garante que somos agora capazes de prestar um serviço 5G de excelência aos nossos clientes”, disse Mário Vaz, CEO da operadora.

Apesar do resultado, o executivo não deixou de criticar o modelo “defeituoso do leilão e o tempo extraordinário que demorou a concluir”, pois agora a implementação do 5G em Portugal está agora atrasada em relação a outros países europeus.

A terceira operadora tradicional, MEO (Altice Portugal), investiu 125 milhões de euros para garantir um lote na faixa de 700 MHz; dois lotes nos 900 MHz; e nove lotes na faixa de 3,6 GHz.

Já a espanhola MásMóvil adquiriu espectro para as redes 4G e 5G sob sua marca Nowo. Foram dois blocos de 5 MHz na faixa de 1800 MHz; um bloco de 5 MHz na banda de 2,6 GHz; e quatro blocos de 10 MHz na faixa de 3,6 GHz; por um total de 70 milhões de euros.

Por ser uma entrante no mercado português, a empresa terá condições mais vantajosas e preferenciais para pagar o valor oferecido.

Após 1.727 rondas e mais de 200 dias de leilão, os 58 lotes foram arrematados e marcaram o começo das fases de consignação e atribuição dos direitos de utilização.