Prestadoras de pequeno porte lideram mercado de banda larga fixa em 19 estados

Aumento da presença de fibra óptica no país e maior contratação de planos com velocidade acima de 34 Mbps também foram destaques do Relatório da Anatel.

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A Oi é líder em acessos à banda larga fixa em 12 estados do Brasil, seguida pela Claro, que lidera em nove estados. Mas o destaque do Relatório do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) – Banda Larga Fixa, referente ao segundo semestre de 2020 foi para as prestadoras de pequeno porte (PPPs).

O documento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostra que, juntas, as PPPs alcançaram a maior participação no mercado em 19 das 27 unidades da federação. A liderança chega a 3,47 mil cidades brasileiras e acumula mais de 14,2 milhões de acessos no país.

A análise da Anatel é de que isso melhora a competitividade nos estados onde as PPPs têm maior market share, afetando o Índice Herfindahl–Hirschman (HHI), que mede a concentração de mercado, de todo o país.

O HHI do Brasil vem caindo desde 2016 e atingiu o menor patamar em 2020, ficando abaixo da meta estratégica da agência de 0,15 e indicando uma maior competitividade do setor.

No total, o ano de 2020 contou com 36,3 milhões de acessos de banda larga. A adição de acessos aumentou significativamente no primeiro e segundo trimestre do ano devido à pandemia de Covid-19.

Fibra óptica

Outro destaque foi para a relevância da fibra óptica, que saltou de 10,22 milhões de acessos em 2019 para 17,04 milhões no ano seguinte, ultrapassando os cabos metálicos e coaxial. O número já corresponde a 46% de todos os acessos.

Esse tipo de tecnologia é a principal de acesso na maioria dos estados brasileiros, sendo mais de 50% em 11 estados (Paraná, Maranhão, Pernambuco, Amazonas, Rio Grande do Norte, Rondônia, Minas Gerais, Paraíba, Ceará, Piauí, Roraima e Amapá).

Quanto à velocidade, a contratação de velocidade de acima de 34 Mbps alcançou a maior quantidade de acessos em 2020, chegando a 21,39 milhões ante 13,41 milhões em 2019. As conexões mais lentas tiveram redução.

Qualidade

O Relatório ainda fornece informações quanto ao cumprimento de metas de qualidade de rede e de atendimento. Houve um aumento nos dois índices até o terceiro trimestre de 2020, sendo que o de rede foi de 91,3% e o de atendimento 61,2%.

A Anatel ressalta que, apesar da ampliação de reclamações em abril, no início da pandemia, a quantidade de queixas caiu no restante do ano. Em dezembro, o nível estava próximo ao período anterior à pandemia, com 53,3 mil reclamações.