Projeto Bella, com cabo submarino, beneficiará a educação e a pesquisa no Brasil

Para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, a participação no programa vai garantir maior competitividade e atrair investimentos para a pesquisa brasileira.

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O Brasil marcou presença na inauguração oficial do projeto Bella (Building the Europe Link with Latin America) nesta segunda-feira, 30, durante a 11ª edição da Conferência Tical.

“Educação, pesquisa, ciência e economia vão se beneficiar com a infraestrutura que está sendo inaugurada; Bella promoverá a pesquisa e a educação pelos próximos 25 anos”, afirmou Sérgio Freitas, Secretário-Executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Ele acredita que o programa vai garantir maior competitividade e atrair investimentos para os grupos de pesquisa do país.

O projeto Bella, voltado para a educação, utiliza a conexão direta entre América do Sul e Europa por meio do cabo submarino Ellalink, que começou a funcionar em junho deste ano. A estrutura de 6 mil quilômetros liga Fortaleza, no Brasil, à cidade portuguesa de Sines.

Thomas Skordas, diretor da DG Connect da Comissão Europeia, destacou a oportunidade de os dois continentes trabalharem juntos para enfrentar os desafios ambientais e climáticos e entender como o corpo humano funciona, a fim de descobrir novos tratamentos. “Também permitirá a colaboração em vários campos da tecnologia a serviço da ciência, como a computação de alto desempenho, a Inteligência Artificial, a Internet das Coisas e as comunicações de emergência”, afirmou.

EllaLink

Além de mirar projetos de pesquisa, o primeiro cabo submarino que liga a Europa à América do Sul deverá contemplar o mercado de games e de transmissão de eventos esportivos para ocupar a capacidade de 72 Tbps.

A empresa EllaLink, responsável pela construção do cabo, investiu cerca de €150 milhões. Já a Comissão Europeia contribuiu com €25 milhões, e o Brasil, por meio do Ministério, €8,9 milhões.