São Martinho e Ericsson vão chamar parceiros para solucionar problemas do agronegócio com o 5G

As duas empresas apresentaram detalhes da colaboração voltada para 5G

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O grupo sucroenergético São Martinho e a Ericsson vão convocar parceiros para solucionar problemas do agronegócio através da tecnologia 5G no Brasil, revelou Walter Maccheroni, gestor de Inovação da São Martinho, em um evento sobre agronegócio da Futurecom nesta terça-feira, 13.

O chamado fará parte do projeto entre as duas empresas para implementação do 5G na indústria agrícola. A parceria é dividida em três etapas, explica Maccheroni. A primeira parte do acordo é a construção de um laboratório com tecnologia 5G para cobrir a fábrica de açúcar, a produção de etanol e de bioeletricidade e um laboratório na área agrícola. Em ambas as instalações, os equipamentos serão da Ericsson.

A segunda fase tem como objetivo solucionar gargalos que foram identificados nas operações. Para o grupo São Martinho, a nova rede poderia resolver essas lacunas na produção. “Isso se transformou em desafios tecnológicos que serão lançados ao mercado”, disse o gestor.

Startups, empresas de todos os portes, universidades e institutos de pesquisa serão chamados para colaborar e solucionar as questões com o uso do 5G.

Como parte da terceira etapa, a São Martinho pretende hospedar esses parceiros para que eles tenham a infraestrutura e a tecnologia necessárias para desenvolver suas soluções.

Aplicações

Paulo Bernardocki, diretor de Tecnologia da Ericsson, comentou que a chegada da conectividade no meio rural deve transformar rapidamente o setor agrícola, trazendo muito benefício para o segmento.

Na indústria, a São Martinho espera ampliar o monitoramento das máquinas, gerando mais dados, e usar algoritmos para regular esses equipamentos de acordo com as melhores condições que foram observadas no passado, segundo Maccheroni.

O campo apresenta desafios como colocar conectividade em vastas áreas e aumentar o sensoriamento no maquinário que, diferente dos equipamentos na indústria, se movimenta. “Não vai bastar apenas sensores para o motor, temos que ter sensores para os pneus, elevadores, ventiladores, para tudo”, afirmou o gestor.

“Queremos acumular mais dados, processá-los através de tecnologia analítica avançada para fazer descobertas e prescrições preditivas”, destacou. Ele citou o exemplo de uma máquina que estaria prestes a quebrar. A São Martinho espera descobrir indicativos de falha com o monitoramento em tempo real e enviar uma equipe de manutenção para evitar a quebra e o custo desnecessário. 

“Queremos nos preparar […] para a revolução que chega, em que a tecnologia 5G é fundamental”, completou Maccheroni.

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