Setor agrícola brasileiro deve investir em IoT para manter sua competitividade: Ericsson

Participantes do AGROtic 2021 concordam que a Internet das coisas deve deixar de ser apenas conceitual para ser aplicada na agricultura.

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A agricultura é uma das verticais beneficiadas pela Internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) por meio de sensoriamento e utilização de drones para monitoramento em tempo real, por exemplo.

Essa ampla conectividade é capaz de reduzir o custo da produção, aumentando o lucro e tornando o mercado mais competitivo. No entanto, é necessário que os produtores estejam dispostos a experimentar novas tecnologias para que isso aconteça. Essa foi uma das mensagens deixadas pelos palestrantes da live IoT se espalha pelo campo, do AGROtic 2021, nesta segunda-feira.

O Diretor de Redes e Tecnologia da Ericsson para o Conse Sul da América Latina, Paulo Bernardocki, e o Diretor de IoT da Claro, Eduardo Polidoro, concordam que falta ousadia dos agricultores para aplicar soluções de IoT no campo.

Bernardocki comentou que o investimento em conectividade é baixo em relação ao custo da produção agrícola. “Não tem por que essa jornada não começar imediatamente. […] É necessário que esse investimento ocorra agora para o Brasil poder manter sua competitividade”, disse o executivo da Ericsson.

O diretor da Claro afirmou que diversas operadoras já estão preparadas para atender o setor, mas ainda falta coragem dos produtores para explorar o potencial da conectividade e das outras soluções.

Além disso, as novas tecnologias podem ser usadas tanto pelos grandes agricultores, quanto pelos pequenos e médios produtores, acrescentou Diego Aguiar, head de IoT, Big Data e Inovação B2B da Vivo.

“Não é uma tecnologia nova, a gente vem falando de IoT há pelo menos 15 anos”, disse Aguiar. “No momento, a maior necessidade é trazer o conceito para a prática. Ainda existe uma discussão do IoT como uma referência conceitual e não como uma aplicação direta que a gente pode utilizar”.

Possibilidades

Joel Soares Alves da Silva, diretor de Operações da Jalles Machado, companhia sucroenergética, também participou da mesa e falou sobre os benefícios de IoT na empresa, mesmo com o desafio de cobertura de Internet no Brasil.

Segundo Silva, a Jalles Machado começou a otimizar processos com o uso de conectividade em 2019 e, no ano seguinte, houve um aumento de 20% na produtividade dos equipamentos, o que levou à redução de custos.

O gerente de Inovação do Grupo São Martinho, Walter Maccheroni, compartilhou que a empresa já conseguiu redução de R$ 2,00 no custo de produção da tonelada de açúcar com a ampliação da conectividade. Isso gerou uma economia de R$ 44 milhões a R$ 48 milhões por ano.

Com os dados do campo chegando em tempo real no Centro de Operações Agrícolas, a São Martinho otimizou a logística, por exemplo. “Hoje, se a gente tem um problema com um trator, rapidamente alocamos outro, porque temos a posição geográfica de todos os tratores e a disponibilidade deles para se locomover”, explicou.

Isso também gerou economia no investimento em máquinas e no consumo de diesel.

“Talvez o grande ponto [para os agricultores] é mensurar o benefício do investimento que ele irá fazer”, acrescentou Aguiar. De acordo com o executivo da Vivo, os produtores podem investir mais conforme notam o retorno financeiro do emprego das tecnologias no setor.

“Não precisa fazer tudo de uma vez, pode ser de forma gradativa. Identificar aquele ponto de dor maior, começar por ele e gradativamente migrar para esse novo ambiente tecnológico”, concluiu.

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