TIM acelera recuperação: lucro líquido tem alta de 154,7%

Avanço nos serviços móveis e fixo impulsionam aumento da receita líquida, que chegou a R$ 4,407 bilhões, um crescimento de 10,5% ao ano.

186

Leer en español

A TIM encerrou o segundo trimestre de 2021 com alta de 154,7% no lucro líquido, o número chegou a R$ 681 milhões em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado mostra recuperação dos negócios, principalmente quando comparamos com o momento inicial da pandemia de Covid-19.

Os resultados divulgados nesta semana mostram que a receita líquida chegou a R$ 4,407 bilhões, o que representa um crescimento de 10,5% ao ano. O dado revela que a recuperação acelerou em relação aos três primeiros meses de 2021, quando houve crescimento de 3%.

“Esse cenário é justificado por melhorias operacionais e pelo avanço da recuperação econômica do país, mesmo após a 2ª onda de contaminação entre os meses de março e abril”, segundo a operadora. Mas reconhece que o grande aumento ocorreu devido a uma base comparativa menor, “uma vez que os principais impactos da pandemia de Covid-19 ocorreram durante o 2T20, ainda na 1ª onda.”

Serviços móveis e fixo

Um dos fatores que impulsionou essa evolução foram os ganhos com serviços, que totalizou R$ 4,226 bilhões, um aumento de 8,7% no período. 

No serviço móvel, a receita somou R$ 3,983 bilhões, uma expansão de 8,5%. Houve evolução tanto no segmento pré-pago (5,3%), revertendo a tendência de queda dos últimos quatro trimestres, quanto no pós-pago (8,9%), mantendo o crescimento.

Já no fixo, a receita foi de R$ 283 milhões neste trimestre, um aumento de 11,1% ao ano. “A TIM Live continua sendo o principal elemento para essa performance que avançou 21,0% A/A no 2T21, representando aproximadamente 63% da receita de serviço fixo. Os demais serviços do segmento fixo, por sua vez, recuaram 2,6% A/A”, segundo a TIM.

Custos e despesas operacionais

Os custos da operadora cresceram 15,8% no período, totalizando R$ 2,320 bilhões. De acordo com a operadora, o número foi impactado por despesas não recorrentes referente a serviços jurídicos e administrativos nos projetos de aquisição e reestruturação dos ativos da Oi e FiberCo.

Para a TIM, a performance reflete o retorno de custos variáveis e fixos associados à retomada mais intensa das atividades comerciais, “principalmente nas linhas de Comercialização e Custo de Mercadorias Vendidas”.

Os custos normalizados, ou seja, com as despesas isoladas corrigidas, tiveram queda de 0,6% se comparado ao primeiro trimestre do ano.

ESG

A companhia também chamou a atenção para os resultados ESG (ambiental, social e de governança corporativa, na sigla em inglês). No mês de junho, por exemplo, a TIM alcançou a marca de 77,8% de sua matriz energética oriunda de fontes renováveis, “com 38 usinas próprias em operação, entre solar, centrais geradoras hidrelétricas (CGHs) e geradores a biogás”. 

Segundo a operadora, o consumo médio de energia renovável no período foi de 75,7%. Até o final de 2021, a expectativa é chegar a 80% de energia renovável.

A empresa também ultrapassou a marca de 4 mil municípios com 4G no Brasil, antecipando a meta para o final de 2021. “Até 2023, a Companhia tem o compromisso de atender 100% dos municípios”.

Novos planos

A TIM vai lançar, até o final de outubro, planos de 1 Gbps e 2 Gbps, segundo informou o portal Tele.síntese. O CEO da companhia, Pietro Labriola, não antecipou preços, mas disse que o objetivo é fazer frente aos prestadores de pequeno porte.

O executivo também afirmou que a venda da Oi para Claro, TIM e Vivo será concluída até o final do ano, mesmo após o pedido de mais informações pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica

“Todo mundo ficou apavorado porque classificaram como uma operação complexa. Não era nada diferente do que estávamos aguardando. Essa operação vai ser concluída até o final do ano. Operações como esta muitas vezes são concluídas com alguns remédios. Mas nossa expectativa é que não seja nada impactante para o negócio”, disse.