TVs abertas entram na disputa que a Claro trava contra OTTs. E ficam do lado das OTTs.

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Teletime – Fernando Lauterjung/Samuel Possebon

As duas principais associações de radiodifusão do país, a Abert e a Abratel, se manifestaram como terceiros interessados na denúncia movida pela Claro contra a Fox e Turner. Juntas, as duas associações representam interesses da Globo, Record e SBT. Recordando o caso: em dezembro a Claro entrou com uma representação na Anatel contra as duas programadoras estrangeiras alegando que os serviços Fox + e EI Plus, respectivamente, seriam prestação irregular do serviço de telecomunicações (no caso, TV por assinatura, ou SeAC) por distribuírem conteúdos lineares e ao vivo mediante assinatura fixa. Ressalte-se que a Claro não questiona prestadores OTT que operam no modelo não-linear e on-demand, como Netflix.

Embora seja incomum a harmonia entre radiodifusoras brasileiras e programadoras estrangeiras em embates político-regulatórios, não é surpresa que a manifestação das duas entidades vá ao encontro das posições da Fox e da Turner, uma vez que o caso em análise pela Anatel traz repercussões gerais para todas as empresas de mídia que pretendem explorar o mercado OTT, sobretudo com canais lineares por assinatura.

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